Não há espaço para velhas práticas na nova economia que vivemos

Quando alguém escreve um texto com um título desses é comum aquele famigerado questionamento: O que são as “velhas práticas”. E como é essa tal “nova economia”? Vou tentar explicar rapidamente para que tudo fique claro por aqui.

Você já deve até fazer parte da nova economia. Não existem mais as barreiras físicas.A internet chegou e democratizou o acesso a tudo. Agora você senta em seu computador e compra uma camisa do New York Giants, meu time da NFL (aceito presentes), coisa que é raríssima de ser encontrada em lojas da região onde moro (Laguna, SC), já que o Futebol Americano não é tão popular aqui, em lugares menores. Você pode chegar em São Paulo e pedir um Uber, que te pega em alguns minutos e cobra muito mais barato que um táxi. E sabe aquela camisa da NFL? Se não gostou ou cansou de usar, você pode vender para qualquer pessoa pela internet, criando uma loja online ou através do Mercado Livre ou OLX. Essa é a nova economia. Um mercado onde as grandes empresas, as lojas físicas, os comércios seculares dão espaço para startups enxutas, com ideias inovadoras e propostas que vão contra o senso comum. 

Neste cenário é possível citar vários exemplos de iniciativas que fazem parte da vanguarda desta nova forma de fazer negócios, como os já citados acima e outras, como uma que faço parte, o antigo Projeto CRUSH, que em 2017 deixou de ser “apenas” um projeto e se tornou a empresa Crush Design, com CNPJ e tudo!

Crush Design é um excelente exemplo da nova economia que estamos aprendendo a fazer parte. Na Crush os móveis que criamos são de patente aberta. Qualquer um pode copiar, reproduzir e até vender e lucrar com isso. Uma loucura, né? Quando eu falo isso para os “velha guarda”, eles piram. Como você vai ganhar dinheiro? Os caras vão te passar a perna. Vão copiar e ficarão ricos e vocês, não. Vocês são malucos. Isso não vai dar certo. Essas são só algumas das coisas que já ouvi. Mas até Nicolau Copérnico foi desacreditado quando afirmou que a terra era redonda. E, pasmem, tem gente que ainda dúvida. Se até ele sofreu com isso, não sou eu que me abalarei.

A dificuldade em entrar num negócio inovador e disruptivo é exatamente essa. Vai ser preciso ouvir muita gente te desacreditar, mudar a ideia de tantas outras e ainda ter força pra continuar firme e fazer dar certo.

Mas a boa notícia é que quem está inovando e ladrilhando as estradas desta nova economia, está tendo sucesso e criando novas tendências e uma nova cultura. É por isso que as “velhas práticas” estão perdendo espaço.

E por conhecer tudo isso é que fiquei ainda mais abismado ao ver a atitude de uma loja em Tubarão. Um dos grandes exemplos de velhas práticas, daquelas que nem fazem mais sentido. Resumindo: Fui com minha namorada ver um vestido pra formatura dela e quando ela me pediu pra bater uma foto dela usando o dito cujo, a atendente falou que não autorizava. Nos olhamos meio surpresos. Todas as outras lojas deixaram, sem nenhum problema. Saímos dali sem um vestido e com uma péssima impressão. Afinal, qual o problema de tirar uma foto e mandar pra sua mãe que não está ali pra ver? Copiar? Com uma foto a pessoa vai copiar? Se ela quiser mesmo copiar, será que ela não tem toda a internet à disposição pra pesquisar e achar vestidos muito melhores? A loja que me desculpe, mas não era do tão esperado Iphone 7 que a gente ia tirar foto. Era um simples vestido. Não tem mais nenhum sentido algumas “manias” como essa. É preciso acordar. O mundo mudou.

É por isso que na Crush a gente é Open Source e permite a cópia. Quem quer copiar, sendo proibido ou não, vai copiar. Mas hoje, quem precisa passar o trabalho de copiar se a gente já disponibiliza o arquivo digital do móvel por um preço irrisório e é só colocar na máquina de corte e montar? Tão simples. Sem passar trabalho. E mais: agora temos loja virtual e até os móveis físicos vão ser vendidos. Qualquer um, em qualquer lugar do Brasil, pode comprar sem custo com frete, pois no nosso novo modelo de negócio o móvel é produzido por uma fábrica perto do comprador. Ou seja, quem compra o móvel tem ele mais barato, sem frete e ainda movimentamos o mercado de marcenarias na região.

Mas os exemplos desta “nova economia” que a Crush design fomenta não param por aí. No entanto, o espaço é curto e sua paciência provavelmente também. Por isso convido você a me seguir por aqui, no meu blog ou página no Facebook, pois novas discussões sobre esse assunto estão por vir. Também convido a entrar no site e conhecer mais: www.crushdesign.cc. Isso mesmo, CC, não é pontocom. Até nisso nós somos inovadores, viu?

Publicitário, marketeiro, blogueiro, músico, empresário, empreendedor, escritor, filósofo, poeta, analista sentimental, humorista, agitador cultural, político... Um “exagerado” excesso de “nada disso”, que formaram um monte de “coisa nenhuma” e me transformaram nesse “nada”. Um nada querendo ser um pouco de tudo. Vivendo tudo que é possível desse pouco.